Pequena cidade sob os campos alemães

Voltamos à Hamburgo, na Alemanha, palco do grandioso e minúsculo mundo em miniatura Miniatur Wunderland, que retorna para apresentar outra miniatura, mas desta vez ela transpira arte e genialidade.

Uma instalação nos campos alemães que provoca certo estranhamento pela ousadia com que o artista de rua alemão EVOL escavou e construiu uma cidade subterrânea com prédios pouco maiores que um ser humano.

 

Tamanha criatividade causa ainda mais encantamento se for observado com uma certa distância, pois os visitantes que cruzam suas ruas se assemelham a gigantes brincando de King Kong ou Godzilla.

EVOL já possui outras instalações que flertam com meios urbanos em cenários apocalípticos, mas este você verá amanhã no Blog Justo. Aguarde!

Fonte das Imagens: Laughing Squid

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U-City – Urbanismo e Futuro

Uma cidade bem planejada é quase que uma garantia de uma boa cidade para se viver, locomover e trabalhar. Uma cidade verde com amplas avenidas, boa localização de áreas residenciais e infraestrutura de serviços públicos bem dispostos são fatores que podem melhorar o ambiente e o prazer de se viver em determinado lugar.

A disciplina que estuda, pensa e que, de fato, projeta o meio urbano é o Urbanismo, que no Brasil está amplamente ligado à Arquitetura, existindo apenas uma universidade no Brasil (UNEB – Universidade do Estado da Bahia) que forma o aluno especificamente em Urbanismo.

Por sua vez, o urbanismo é multidisciplinar, visto que  flerta com diversas áreas, sendo propriamente uma ciência humana, pois observa o contexto do desenvolvimento de uma sociedade em constante crescimento e da viabilização do desenvolvimento sócio-econômico de uma cidade.

Nos dias de hoje em que a população cresce quase que descontroladamente e que as cidades se desenvolvem sem maiores critérios de responsabilidade social e ambiental, eis que surgem projetos que poderão se transformar em grandes exemplos de planejamento urbano que respeitam as limitações ambientais, os problemas sócio-econômicos e mais, são amplamente futuristas. E um destes é New Songdo na Coréia do Sul.

U-City – New Songdo

New Songdo é uma cidade nova que está sendo construída do zero na Coréia do Sul numa área de 1500 hectares e tem um projeto quase utópico, coisa de sonhador, mas que está se tornando realidade numa velocidade estrondosa.

A cidade que será inaugurada em 2015 contará com um exemplar planejamento urbano, arquitetura moderna e serviços inteligentes espalhados por todo o que lugar que você estiver, uma U-City.

Uma U-City tem como base o conceito de ambientes ubíquos, termo que designa um ambiente onde está empregada toda a tecnologia de informação em um sistema interligado. Utilizando-se de tecnologias já conhecidas como redes sem fio (wireless) e identificação por freqüência de rádio (RFID).

Em New Songdo a forma de você se relacionar com sua casa e sua vida vai ficar muito mais inteligente.

Imagine-se bebendo refrigerante em uma garrafa PET, você o consome por completo e recicla a garrafa plástica na lixeira correta. Ao fazer isto, automaticamente você ganha uma recompensa da “lixeira” pela atitude.

Outra aplicação da tecnologia nesta cidade ubíqua estará também no chão das casas em sensores de pressão que podem lhe ajudar de diversas formas. Por exemplo, se um idoso que está sozinho em casa cai e fica inconsciente e o “chão”, ao perceber a queda, aciona automaticamente o socorro.

Seria como uma automação residencial porém exponenciada como automação urbana, já que a cidade toda estará interligada por inúmeros chips que controlarão todo o fluxo de informação gerada pela população de New Songdo. Assunto que gera debates acerca da necessidade do uso irrestrito da tecnologia, pois se o sistema pode perceber o que você joga no lixo ou se você caiu, o que mais ele poderia fazer com a sua privacidade?

Seja o que for, esta cidade será como ambiciona ser, um exemplo de cidade verde, bem planejada e um grande centro comercial da Ásia.

Fonte das Imagens: Skyscrapercity

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Compacte-se!

A superpopulação já é uma realidade, principalmente em mega metrópoles como Hong Kong, Nova York, Londres e São Paulo. Cidades que tiveram sua rotina transformada pelo número elevado de habitantes e pela falta de espaço para tanta gente.

Uma solução para abrigar todas estas pessoas foi diminuir a área das residências, aumentar o número de prédios e verticalizar as cidades. Porém, menos área para morar pode parecer um tanto sufocante para algumas pessoas e isso precisava de uma solução até que o design, em sua definição literal, veio a resolver.

Design que, segundo a Wikipédia, significa: “Qualquer processo técnico e criativo relacionado à configuração, concepção, elaboração e especificação de um artefato. Esse processo normalmente é orientado por uma intenção ou objetivo, ou para a solução de um problema“.

No vídeo: projeto do arquiteto chinês, Gary Chang, para um apartamento
de 104m² que pode se transformar em 24 ambientes.
Ele chama este tipo projeto de “Domestic Transformer” ou “Transformação Doméstica

Encaixe, transforme, compacte

A solução encontrada por designers não poderia ser mais incrível. Eles resolveram que todo móvel, ou outros objetos da decoração, possam ser movidos afim de transformar um ambiente em outro.

Este tipo de ideia já não é tão nova, mas nunca havia sido empregada tão amplamente. Lembra-se daquela mesa de cozinha que você podia aumentar para fazer um almoço de domingo com a família inteira? E o sofá-cama que alguma vez na vida já usou na casa de algum amigo?

Uma parede que vira cama, cama que vira sofá e por aí vai. O mais incrível é quando você puder transformar sua sala em uma cozinha, arrastando paredes e descobrindo que por trás do painel de tv tem um banheiro ou uma cozinha. É uma solução e tanto para as colméias urbanas e seu enxame de pessoas.

O que torna esta a “grande sacada” dos designers é a infinidade de transformações que, combinadas, possibilitarão que você venha a ter 3 ou 4 casas dentro de uma só, praticamente um apartamento com n-dimensões.

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Vouyerismo Artístico

As fotos que você vê logo abaixo foram tiradas pelo foto-jornalista Hélvio Romero, do  jornal Estadão, e retratam o cotidiano da cidade de São Paulo através de suas janelas.

O interessante dessas fotos é o fato de não ser exclusividade de São Paulo vermos cenas assim. Afinal, estes contrastes entre o novo e o velho, o rico e o pobre, o colorido e o cinza estão por todos lugares, presentes em muitos momentos do nosso dia-a-dia e se refletindo na estrutura das cidades, nas construções, nas fachadas de prédios e claro, como no caso das fotos, nas janelas.

Normalmente, as janelas servem para vermos, de dentro de algum lugar, o que acontece do lado de fora. No entanto, nas fotos de Romero ocorre o inverso. Pelo lado de fora, enxergamos (ou tentamos imaginar) o que está acontecendo no lado de dentro, sejam conversas, brincadeiras e tantas outras coisas que fazem parte da rotina de cada um.

Além disso, todas essas fotos de janelas, até nas que não aparecem pessoas, nos transmitem uma certa alegria, sentimento que, mesmo por trás da rotina e dos nossos problemas do dia-a-dia, está presente em todos os lares, sejam eles de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, São Leopoldo, enfim, de qualquer lugar.

Dá só uma espiadinha nas janelas!

Para ver mais fotos:

Olhar sobre o mundo

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